Boletim escolar 3
LogoLoures_hpimx_logo
Boletim 3 - Técnicas 

Finais de peões
Posições elementares
Finais de peões
Jogam as pretas
Posições elementares
A triangulação
Triangulação
Jogam as brancas
Triangulação para ganhar um tempo


O quadrado
Reti, o quadrado
Jogam as brancas

O quadrado explicado

Dama contra peão passado na sétima linha

Peão central
Peão central
As brancas ganham
dama ganha contra peão central na sétima


Peão de bispo
Peão de bispo
Jogam as brancas: Empate
dama empata contra peão de bispo na sétima

Peão de torre
Peão de torre
Jogam as brancas: Empate
Empate contra peão de torre

Caso especial
Caso especial
As brancas ganham
Caso especial: a dama ganha

Finais de torre e peão contra torre
Empate clássico
Empate clássico

Jogam as pretas e empatam
Empate clássico

Posição de Lucena
Lucena

Jogam as brancas e ganham
A ponte de Lucena


Ameaçar o xeque-mate «Pastor» é bom?
Perigos de ameaçar o mate pastor

Finais célebres
Saavedra, 1895
Saavedra
As brancas jogam e ganham

Manobra perfeita de Saavedra

Ortueta – Sanz
Peões amestrados
As pretas jogam e ganham
Ortueta-Sanz


Afogados artísticos
Afogado artístico 1
Arte com ideia de afogado
Afogado artístico 2
Uma partida imortal
Partida imortal
Esta partida pode ser seguida aqui com maior detalhe
Ataque exemplar da Ópera
Ataque exemplar na Ópera
Esta partida pode ser seguida aqui com maior detalhe

CAMPEONATOS DO MUNDO
Do século XVI até 1886, nunca existiu oficialmente o título de campeão do mundo embora a organização de algumas competições provassem a supremacia, em cada época, dos seguintes jogadores: Século XVI - O espanhol Ruy Lopez e o português Damiano (de Odemira) que publicou em Itália (Roma, 1512) um dos primeiros livros de sempre de xadrez «Questo libro e da imparare giocare a scachi»; Século XVII - Greco (italiano): Século XVIII - Philidor (francês); Século XIX - 1821-1840 - Labourdonnais (francês); 1843 - 1851 Anderssen (alemão); 1858-59 - Morphy (norte-americano); 1859-1886 - Steinitz (austríaco).
Desde 1886, apenas estão registados vinte campeões do mundo, dezasseis em modo clássico e mais quatro campeões FIDE (Federação Internacional) quando existiram dois modos paralelos, entre 1993 e 2006.
No modo clássico (16 campeões diferentes), em que a disputa do título realiza-se entre o campeão e um candidato, existem dois sistemas:
1. No primeiro sistema, o candidato era escolhido pelo próprio campeão, embora de acordo com a opinião pública e com um fundo monetário que ambos considerassem razoável. Este sistema, algo anárquico, vigorou de 1886 a 1946 e, igualmente, de 1993 a 2006 a par dos campeonatos FIDE.
2. No segundo sistema do modo clássico (sistema atual), o candidato é apurado regularmente num longo sistema mundial de apuramento, e o campeão tem de colocar o seu título em jogo periodicamente contra o candidato qualificado e pretendente ao trono máximo.  Este segundo sistema vigora desde a reunificação de 2006 e também resultou muito bem (exepto nas crises de 1975 e 1984) de 1948 a 1993.
No modo exclusivamente FIDE (6 campeões, 2 dos quais também o foram no modo clássico), que foi usado entre 1993 e 2006 devido a rutura com o então campeão Garry Kasparov, o campeão anterior deixou de ter o privilégio de esperar por um pretendente, sendo o «match» mundial disputado entre dois candidatos qualificados, quebrando-se a tradição clássica.
Em 1946, a morte do campeão Alexander Alekhine, num hotel do Estoril, em Portugal, originou a mudança de sistema, tendo Mikhail Botvinnik ganho um torneio em 1948 entre os cinco mais fortes jogadores dessa época, pós II Guerra Mundial. Os «matches» mundiais tinham em geral 24 partidas, onde o eventual empate (12-12) beneficiava o campeão, e, em caso de derrota, ainda usufruia do privilégio de uma desforra (privilégio anulado em 1963).
Mas, em 1975, o campeão americano Fischer desistiu do título por não terem sido aprovadas as suas propostas. Karpov, o pretendente, sagrou-se campeão sem derrotar Fischer. De 1978 a 1985, muitas das propostas de Fischer acabaram por ser aceites, mesmo a mais curiosa onde o número de partidas do «match» mundial passou a ser ilimitado, ganhando aquele que atingisse a sexta vitória, não contando os empates como no histórico duelo Alekhine-Capablanca, de 1927. No entanto, o 1°«match» Karpov-Kasparov, de 1984-85, não registou essa sexta vitória para nenhum dos lados, após 48 partidas (Karpov ganhava por 5-3). A prova foi concluída no mesmo ano, limitada a 24 partidas e Kasparov viria a vencer, conservando sempre o título em duelos posteriores contra Karpov. Em 1993, o campeão Kasparov e o candidato (o inglês Nigel Short) não concordaram com a FIDE e disputaram o «match», sob égide de outras organizações privadas. A FIDE respondeu com a organização de campeonatos próprios, sem privilégios para os campeões. O princípio clássico de que 'o campeão do mundo só será aquele que vença o anterior' (exepto em caso de impossibilidade total) foi abolido pela FIDE de 1993 até à reunificação de 2006.

Campeões
Eis a lista dos 16 campeões clássicos, por ordem cronológica do ano em que foram campeões pela primeira vez:
Steinitz Lasker  Capablanca  Alekhine   Euwe
1886 - 1. Steinitz - austro-húngaro e norte americano, reino de 8 anos, venceu por 4 vezes, foi o primeiro jogador profissional do século vinte. Mas já era considerado campeão do mundo antes de 1886. Escreveu muito sobre xadrez e foi um grande teórico também.
1894 - 2. Lasker - alemão, reino de 27 anos, venceu 6 vezes, um homem extraordinário, doutorado em matemática e filosofia, também dramaturgo e poeta, desafiou as teorias de Einstein assinando um célebre livro (a par de uma centena de personalidades da época) contra a teoria da relatividade.
1921 - 3. Capablanca  - cubano, reino de 6 anos, venceu uma vez, foi um menino prodígio, tendo aprendido a jogar aos 5 anos, vendo o pai a jogar. Com um estilo inovador muito racional, era praticamente imbatível (invicto de 1915 a 1924).
1927 - 4. Alekhine  - russo e francês, reino de 17 anos, ganhou 4 «matches» mundiais, o primeiro dos quais frente ao temível Capablanca com o sistema da sexta vitória. Naturalizou-se francês em 1920 e morreu, em Portugal, após final da segunda guerra mundial.
1935 - 5. Euwe - holandês, reino de apenas 2 anos, venceu uma vez Alekhine por 15,5-14,5. Doutorado em matemática, nunca quis ser profissional e o seu prestígio internacional levou-o a assumir a presidência da FIDE (Federação Internacional) de 1970 a 1978.

Boktvinnic   Smyslov   Tahl   Petrosian   Spassky 
1948 - 6. Botvinnik - russo, reino de 13 anos, venceu por 5 vezes. Engenheiro de profissão, orientou escolas de alta competição até ao tempo de Kasparov. Ganhou o título, pela primeira vez, em 1948 num torneio, seu reinado foi interrompido por duas vezes (Smyslov e Tahl).
1957 - 7. Smyslov - russo, reino de 1 ano após vencer Botvinnik. Três anos antes tinha empatado 12-12. A sua longevidade na alta competição é invejável. Aos 63 anos (1983) defrontou Kasparov nas meias finais de candidatos! Distingiu-se também como barítono.
1960 - 8. Tahl - russo/letão, reino de apenas 1 ano também, como Smyslov, após uma vitória impressionante sobre Botvinnik. O seu talento tático era formidável, com um estilo audaz e complicativo. Ficou conhecido como o «génio de Riga»
1963 - 9. Petrosian  - russo/arménio, reino de 6 anos, venceu por duas vezes. A primeira vez contra Botvinnik quando já não existia o direito à desforra (Botvinnik vencera todas as desforras...). Também venceu Spassky em 1966 e foi considerado exímio na arte defensiva.
1969 - 10. Spassky - russo, reino de 3 anos, venceu Petrosian em 1969, mas ficou a ser mundialmente conhecido pelo seu duelo histórico com Fischer, em 1972. Passou a viver em França mas manteve sempre a nacionalidade russa.

Fischer   Karpov   Kasparov  
1972 - 11. Fischer - norte-americano, reino de 3 anos, não quis defender o título em 1975, depois de ter derrotado Spassky no «match do século», realizado na Islândia em plena guerra fria. Teve sempre uma vida polémica e rebelde. Morreu já como islandês.
1975 - 12. Karpov - russo, notáveis 16 anos como campeão, dos quais dez como campeão clássico. Venceu seis «matches» mundiais. Formado em economia, tornou-se no primeiro jogador a conquistar um título mundial na final de candidatos (contra Korchnoi em 1974)
1985 - 13. Kasparov - russo, 15 anos como campeão, ganhou seis duelos pelo título. Mas o seu maior feito desportivo aconteceu no primeiro confronto com Karpov (1984-85) onde resistiu 48 partidas depois de perder 4 nos primeiros 9 jogos, recuperando até 3-5. Os empates não contavam nesse formidável embate.

Khalifman   Ponomariov   Kasimdzhanov   Topalov
Os campeões FIDE da era 1993-2006 foram o russo Karpov (1993-99), o russo Khalifman (1999-2000), o indiano Anand (2000-2002), o ucraniano Ponomariov (2002-2004), o uzbeque Kasimdzhanov (2004-2005) e o búlgaro Topalov (2005-2006).
 Kramnik   Anand   Carlsen
2000 - 14. Kramnik - russo, reino de 7 anos, ganhou 3 vezes e foi ele que conseguiu arrebatar o título do «grande» Kasparov. Em Londres (2000) conseguiu vencer invicto com duas vitórias em 15 partidas. Venceu o húngaro Leko (2004) e o búlgaro Topalov (2006, reunificação).
2007 - 15. Anand - indiano, reino de 8 anos, dois dos quais como campeão FIDE, ganhou cinco encontros máximos (título FIDE em 2000). Em 2007, tal como em 1948, o título decidiu-se em torneio. Defendeu-o com êxito contra Kramnik, Topalov e Gelfand (de 2008 a 2012).
2013 - 16. Carlsen -
norueguês, actual campeão desde 2013, conquistou o título face a Anand e defendeu-o com êxito no ano seguinte. Derrotou dificilmente o russo Karjakin em Nova Iorque 2016 e o norte americano Caruana em Londres 2018, ambos em desempates rápidos após empate 6-6 no final das doze partidas de ritmo clássico.

Xadrez jovem tradicional em Loures

Em 1992, quando a maioria dos campeões nacionais de jovens já eram de coletividades do concelho de Loures, a extraordinária vitória a 40 tabuleiros (incluindo quase todos os escalões etários) da seleção de Loures, perante uma seleção equivalente do resto do país, destaca-se nos 21 anos (1985-2006) onde o xadrez ganhou tradição no nosso concelho. Nessas duas décadas, os cursos de iniciação em todas as escolas com 2° ciclo envolveram mais de quarenta mil alunos. Quase metade destes também participaram nos torneios escolares e finais Inter-escolares. No Circuito das Colectividades (ou Jogos da Paz) e muitas outras atividades desportivas e académicas juntaram um total superior à dezena de milhar de xadrezistas, nesse período, e justificaram plenamente a promoção de alguns jovens treinadores e candidatos a mestre do concelho, com a realização de oito torneios internacionais Mestre-Jovem de 1996 a 2000, que projetaram o nome de Loures além fronteiras. De 2007 a 2015, foi a Escola Secundária de Camarate (com apoio da Junta de Freguesia e o trabalho do professor António Costa) que mais manteve a chama acesa da tradição.

 

Torneio escolar_ ES Camarate   Prémios 2014   Vencedor 2014

A espinha dorsal da atividade do Plano de Desenvolvimento de Xadrez (PDX) de Loures, de 1985 a 2006, passou sempre, em cada um dos 21 anos, por quatro fases importantes: Cursos escolares (antecedidos por ações de sensibilização); Torneios escolares (Provas preliminares do Interescolar); Finais do Interescolar e Jogos da Paz / Circuito das Coletividades (em alguns anos incluíram torneios escolares suplementares inter turmas). Mas o PDX promoveu muitas outras atividades, algumas mais visíveis, como a organização no concelho de Campeonatos Nacionais e Distritais de Jovens (alguns com Festivais e outras ações paralelas), Intermunicipais, e até três ‘matches’ Loures – Resto do País (o terceiro ganho memoravelmente por Loures a 40 tabuleiros, contra uma seleção nacional feita pela Federação, por ocasião da realização de todos os escalões dos Nacionais de Jovens no concelho). Campeões distritais e nacionais de jovens multiplicaram-se no Município e duas equipas de coletividades do concelho atingiram a primeira divisão nacional. As seleções de Loures nos Intermunicipais, Distritais e até Nacionais de Jovens eram temidas. Com a formação da Academia (rede de treinadores), a partir de 1993, os nossos melhores jovens também começaram a ensinar, já com o estatuto de treinadores. A partir de 1996 (até 2000), esses jovens treinadores tiveram oportunidade de atingir a categoria de mestre nos 8 torneios internacionais Mestre-Jovem, que lançaram o nome de Loures definitivamente no panorama europeu. Todas essas provas tiveram categoria suficiente para atribuir normas para mestre internacional (MI), dado o seu nível rating médio e nacionalidades presentes, de acordo com os regulamentos da FIDE (federação Internacional). A nível organizacional, Loures brilhou no 1° Congresso Mundial de xadrez nas escolas, realizado pela FIDE no Brasil em 1993 e até deu cursos sobre o seu método de desenvolvimento em Espanha 1997. Partidas com peças humanas (no Pavilhão Paz e Amizade e em várias escolas), animação de jardins e festas do concelho. Palestras sobre xadrez e computadores, condução de sessões de partidas simultâneas e múltiplas exposições públicas do PDX são mais alguns exemplos do impacte social que o PDX deixou no concelho de Loures, em 21 anos. Cerca de cem mil jovens foram sensibilizados para o xadrez, e, pelo menos um terço destes participou ativamente nos cursos e torneios escolares desse período.  

Número de participações (arredondadas antes 2006) nas provas estruturais do PDX de Loures desde 1985
Ano Lectivo Cursos escolares Torneios escolares Final do Interescolar Jogos da Paz / Circuito Colectividades
1985/86 600 180 50 14
1986/87 1600 400 100 50
1987/88 1600 400 150 50
1988/89 1600 400 200 50
1989/90 2000 500 250 300
1990/91 2000 700 200 500
1991/92 2000 700 250 250
1992/93 2000 700 250 400
1993/94▲ 2500 1800 250 450
1994/95 2650 1950 200 600
1995/96 3050 2100 250 500
1996/97 2600 1400 250 600
1997/98 2650 1950 300 700
1998/99 3100 1400 450 750 ■
1999/00 1600 1000 350 750
2000/01 1750 650 350 750
2001/02 1750 750 300 900
2002/03 1350 800 300 350
2003/04 1800 750 300 400
2004/05 1650 600 250 250
2005/06 1200 800 250
2006/07 - 39 - -
2007/08 - 47 - -
2008/09 - 40 - -
2009/10 - 41 - -
2010/11 - 53 - -
2011/12 - 63 - -
2012/13 - 64 - -
2013/14 - 59 - -
2014/15++ - 57 - -
2015/16640300100-
2016/17825330143-
2017/181089435140-
2018/19995441161-
Totais 44599 21889 5794 5464
 Formação da Academia
 Incluí torneios escolares Inter-turmas
 Loures já sem Odivelas
 Interrupção do Plano de Desenvolvimento de Xadrez (PDX) municipal de Loures
Torneio da Escola Secundária de Camarate (que teve o apoio exclusivo da Junta de Freguesia de Camarate de 2006 a 2013)
++ Pimxadrez a partir de finais de 2015
Em 2015, no 10º torneio da escola secundária de Camarate jogaram 57 alunos.
Na competição por equipas 2016 na Quinta dos Remédios (Bobadela) triunfou a escola de Santa iria de Azóia entre 30 concorrentes de 4 equipas finalistas.
Vista geral Camarate 2015
Camarate 2015

9jul
Quinta dos remédios (Bobadela) 2016

Nas competições entre escolas 2018/19, com três zonas preliminares (Praceta Bartolomeu Botelho na Apelação, Parque Adão Barata em Loures e Clube Recreativo Bobadelense) e uma final das Festas municipais em pleno passeio pedonal junto aos Paços do Concelho, ocuparam o pódio coletivo as escolas Luís Sttau Monteiro (Loures), Bobadela e Bucelas.  Nos dois anos anteriores haviam ganho a escola básica 1 de Loures e escola Maria Veleda (St. António dos Cavaleiros).


ee2017a
Pavilhão José Gouveia (SJ Talha) 2017
oriental2018
Pavilhão José Gouveia (SJ Talha) 2018
apel18
Praceta Bartolomeu Botelho (Apelação 2018), prova central
25abril19
25 abril 2019, Parque Adão barata, Loures, prova ocidental
CRBobadelense19
CR Recreativo Bobadelense, Prova oriental 2019
finais19 Loures
Finais Festas do concelho 2019
Logo h CM Lourespimx_logo